Aplicativo Viber libera ligações gratuitas e ilimitadas para fixos do Brasil

 

De olho em atrair os usuários do WhatsApp que ficaram ressabiados com a venda da plataforma para o Facebook, o aplicativo gratuito para troca de mensagens Viber anuncia nesta terça-feira uma agressiva estratégia visando a popularização no Brasil. A partir de hoje, qualquer um pode ligar de graça pela internet para telefones fixos de todo o país de forma ilimitada por meio do Viber Out – recurso que normalmente é pago.

A iniciativa é válida pelas próximas duas semanas, com a possibilidade de renovação de acordo com o fluxo de mensagens de texto. Se o volume crescer ao menos 25% a cada sete dias, as ligações permanecerão gratuitas por tempo indeterminado. Do contrário, a promoção se encerrará no dia 11 de março.

Desde que o Facebook anunciou a compra do WhatsApp, na semana passada, o Viber diz ter aumentado em 1.000% o número de downloads e em 400% a quantidade de mensagens trocadas no Brasil. O crescimento trouxe 600 mil novos usuários e se mostrou mais intenso a partir do último sábado, quando o WhatsApp ficou fora do ar. Segundo Luiz Felipe Barros, gerente da empresa no Brasil, a instabilidade contribuiu para aumentar a incerteza do público sobre o serviço.

“O Facebook é conhecido por ser uma empresa que ‘metralha’ os usuários com propaganda na timeline e usa dados de comportamento. Fica uma incógnita para o futuro (…) a promessa do WhatsApp é não botar propaganda, mas eles nunca falaram em não entregar os dados dos usuários para os anunciantes”, avalia Barros.

Assim como o rival, o Viber também foi vendido, há duas semanas, só que para a empresa de comércio eletrônico japonesa Rakuten. De acordo com o executivo que representa o aplicativo no Brasil, o acerto de US$ 900 milhões não vai interferir na independência operacional da plataforma que, segundo ele, não armazena as conversas de quem a utiliza.

CONCORRÊNCIA

Em visita recente ao Brasil para palestra na Campus Party, o fundador do Viber conversou com o Olhar Digital. Para o israelense Talmon Marco, o WhatsApp é “muito básico” e perde em termos de diversidade porque não realiza ligações, recurso que só começará a ser oferecido no segundo semestre. Para assistir à entrevista na íntegra, clique aqui.

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Publicado em fevereiro 25, 2014, em Uncategorized. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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